Giro de estoque: o que é e como calcular

Entenda como se calcula o giro de estoque, qual pode ser considerado o resultado ideal desta conta e por quais motivos. Afinal, essa é uma das mais importantes métricas de gestão de armazenamento em empresas e indústrias.

Giro de estoque

Se você faz uma gestão preocupada com giro de estoque, sabe que isso significa priorizar o acompanhamento e o desempenho do estoque da sua organização e verificar periodicamente quantos produtos estão armazenados e quantos foram vendidos.

Esse indicador é analisado a partir do uso de fórmulas e geralmente conta-se com a ajuda de quem entende do assunto. Através deles, companhias de diversos setores conseguem avaliar resultados e calcular lucros, inclusive para aumentar produtividade ou eficiência e reduzir gastos. 

Você sabia que os componentes de um estoque representam 60% dos custos de uma empresa? Daí a importância de acertar no controle do desempenho desta área.

Vamos entender melhor sobre esse assunto!

O que é giro de estoque?

Conhecer esse número, na sua empresa, significa saber quantas vezes seu espaço para armazenamento encheu e quantas vezes ele ficou completamente vazio (se é que ficou) em determinado espaço de tempo.

Ele é basicamente um parâmetro usado na indústria e em outros setores para que fique conhecida a entrada e a saída, dentro de certo período, dos produtos fabricados e armazenados por essas organizações.

Gestores e responsáveis pelas empresas calculam e monitoram a quantidade de vezes que um estoque “girou” para saber:

  • quantas vezes por ano cada mercadoria é vendida;
  • em quais períodos há mais ou menos procura de determinado item; e
  • quanto demora, em média, para um produto entrar e sair do espaço de  armazenamento.

Aplicar esse parâmetro no cotidiano de uma companhia pode trazer diversas vantagens. 

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Quais as vantagens do controle do giro de estoque?

Um dos principais benefícios da técnica de avaliação e análise de giro de estoque está no diagnóstico mais preciso da saúde financeira da empresa: você sabe mesmo como está o “bolso” da sua organização?

Acompanhar movimentos de armazenagem também permitirá saber se há equilíbrio entre a entrada e a saída de mercadorias produzidas, o que é importantíssimo, pois estoques superlotados podem causar inúmeros prejuízos, assim como estoques vazios implicam na perda de boas oportunidades de vendas.

A garantia de reposição adequada de todos os produtos, portanto, é um benefício do controle de giro de estoque.

Mais vantagens do controle que merecem destaque:

  • análise da variedade e da qualidade dos produtos a partir de controle de oferta e demanda;
  • criação de estratégias para aumentar as vendas ou reduzir o tempo (e o custo!) de armazenamento dos produtos finais ou de matérias-primas;
  • avaliação dos processos de confecção/fabricação dos produtos posteriormente armazenados;
  • otimização de fluxos de trabalho e garantia do funcionamento das operações como um todo; e
  • planejamento do layout do armazém, em muitos casos, e definição da capacidade de armazenagem ideal.

Apesar de inúmeras vantagens, também é preciso conhecer os desafios dessa análise, a fim de que se consiga enfrentá-los e garantir as boas práticas no uso dessas informações.

Quais os desafios do controle do giro de estoque?

Monitorar e melhorar o giro de estoque é um desafio, mas é somente um dos diversos desafios da gestão de estoque enfrentados por empresários e empreendedores dos mais variados setores do comércio e da indústria. 

Outros quatro desafios bastante comuns são:

  1. Centralização de informações e padronização dos dados.
  2. Precisão na realização de inventário e determinação adequada do período entre um inventário e outro.
  3. Estabelecimento de normas para entrada e saída do que está estocado.
  4. Automação de processos e aplicação de transformação digital de acordo com as necessidades da organização.

Mas a boa notícia é que dá para enfrentar cada um deles, principalmente através da automatização de processos e do implemento de soluções digitais de acordo com as necessidades da organização.

Especificamente, essa métrica pode ser considerada uma missão tranquilamente enfrentada quando há aplicação de fórmulas para o cálculo e outras iniciativas tomadas por quem está no comando. 

Falaremos sobre a contabilização das entradas e saídas de produtos do armazém e também sobre as tais iniciativas importantes no nas próximas linhas.

Como calcular o giro de estoque?

A fórmula para cálculo de giro de estoque é:

Número total de vendas em determinado período (geralmente um ano) ÷ volume médio de estoque no mesmo período

Observe o exemplo da tabela abaixo:

Cálculo do giro de estoque da empresa “A” em 1 ano
Nº total de vendas em 365 dias 200
Estoque médio 40
Quantidade de giros de estoque no período 200 ÷ 40 = 5 giros

Existe ainda uma derivação dessa fórmula que pode ser aplicada a empresas cujo estoque contém diversos tipos de produtos armazenados:

Valor total de compras feitas com fornecedores em determinado período ÷ volume médio de vendas em reais também considerando o valor de compra do fornecedor.

Na prática, a conta é feita assim:

Cálculo do giro de estoque da empresa “A” em 1 ano [a partir do valor (R$) total de compras ÷ pelo volume médio de vendas (R$)]
Valor total de compras (R$)* em 365 dias R$ 100.000
Volume médio de vendas (R$)* R$ 20.000
Quantidade de giros de estoque no período R$ 100.000 ÷ R$ 20.000 = 5 giros
*Sempre considerar valor de compra do fornecedor e nunca valor final dos produtos

O resultado de ambas as contas será obtido em número total de giros do estoque realizados dentro daquele período. É importante que esse valor fique acima de 1 ou a organização descobrirá que ainda possui parte dos itens armazenados e não vendidos.

Se você quiser calcular o tempo médio (em dias) para reposição do estoque faça o seguinte:

365 dias no ano ÷ quantidade de giros

Tanto os primeiros cálculos quanto este último podem ajudar bastante nas suas tomadas de decisão e na criação de alternativas até para “escoamento” de itens parados.

Como fazer o giro de estoque?

Existem algumas etapas adotadas por toda e qualquer organização que deseja adequar sua gestão de estoque fazendo um melhor controle e monitoramento da entrada e saída de produtos do espaço no qual eles são armazenados. 

Elas não são segredo para ninguém, mas às vezes ficam deixadas de lado, o que não pode acontecer.

Para melhorar o giro de estoque você vai precisar:

1.  Acompanhar as vendas com o máximo possível de proximidade

Portanto, monitorar cada vez mais “de perto” toda a saída de produtos do seu armazém. Faça isso e, aos poucos, identifique e tome nota daqueles que saem mais e dos que saem menos e tenha ciência também dos meses do ano ou de tempos comemorativos que tenham interferência positiva ou negativa nas vendas de cada item.

Ficar de olho na operação é imprescindível para uma boa gestão de estoque e, ao contrário do que muitos pensam, é sim papel do gestor. Tanto quanto conhecer desejos e necessidades do público-alvo.

2.  Desenvolver e administrar inventário corretamente

Fazer um bom inventário e administrá-lo atentamente também são pontos importantes para o controle preciso de giro de estoque. Sem inventário, não há previsão de demanda e prevenção de problemas ou falhas. Isso pode ser sinônimo de fracasso ou pelo menos de prejuízo para muitos empreendedores.

3.  Aumentar rotatividade

Basicamente, então, vender os produtos que estão no estoque. Esforços para as vendas podem partir do gestor, a partir de promoções e campanhas, mas também representam:

  • melhor relacionamento com fornecedores;
  • conhecimento exato dos prazos de entregas de matérias-primas ou produtos;
  • melhor aplicação do dinheiro disponível em caixa;
  • certeza da quantidade de horas investidas pela empresa na fabricação ou produção de cada item posteriormente enviado ao estoque; e
  • acompanhamento próximo das vendas, conforme mencionado anteriormente, bem como das demandas dos consumidores e do mercado no geral.

4.  Automatizar o que for possível e necessário

Através do uso de softwares específicos para gestão de estoque e/ou de ERPs, em inglês um “Enterprise Resource Planning” e em português um software de gestão integrada, responsável por contribuir com automatizações para mais de uma área ou setor da empresa e inclusive realizar integrações de pagamento.

A automatização pode ajudar a chegar no giro de estoque ideal.

Qual é o giro de estoque ideal?

Partindo do pressuposto que nenhum dono de empresa ou indústria quer um indicador baixo para os seus produtos, podemos subentender que a movimentação ideal é aquela considerada “alta”.

Mas o número não necessariamente precisa ser “altíssimo” para a sua organização estar muito bem financeiramente e fazer sucesso entre os clientes. Basta que a rotatividade cresça cada vez mais ou se mantenha pelo menos estável para você saber que os negócios são verdadeiramente rentáveis.

No cálculo feito a partir das fórmulas que deixamos apresentadas acima, um bom giro de estoque ficará sempre acima de 1. 

Na “vida real”, outros fatores também indicam resultados otimistas:

  • não demandar por um centro de armazenagem maior a não ser que se produza e se venda mais;
  • não ter nenhum problema na estocagem de produtos no espaço de armazenamento atual;
  • evitar que o armazém chegue ao seu limite máximo;
  • reduzir ou eliminar riscos de vencimento de produtos (quando for o caso) ou necessidade de queimas de estoque; e
  • ter a liberdade de distribuir melhor o dinheiro em caixa sem precisar direcioná-lo em maioria ou exclusivamente para esse ponto da logística.

Se você deseja aumentar o seu giro de estoque, entenda por que os consumidores não estão tão interessados em determinado item da sua empresa ou indústria quanto você gostaria; verifique o preço atribuído a ele e mude a forma de precificar o produto se for o caso; e conheça o poder aquisitivo atual do seu público-alvo ou mesmo da população.

Busque por um bom volume de vendas e pela máxima redução de riscos no que diz respeito aos seus investimentos também! 

E mais: aproveite o monitoramento de estoque e rotatividade para aperfeiçoar suas estratégias financeiras e/ou para controlar e melhorar outros indicadores de rentabilidade. Por exemplo: 

  • Margem Bruta = Lucro Bruto ÷ Receita Líquida;
  • Margem Líquida = Lucro Líquido ÷ Receita Líquida;
  • Retorno sobre Investimento (ROI);
  • Lucros antes dos impostos, juros, amortizações e depreciações (em português, LAJIDA e em inglês, EBITDA);
  • Reinvestimento de capital avaliado através de retorno sobre patrimônio líquido;
  • Índice de endividamento; e
  • Índice de lucro.

Lembre-se que rentabilidade e lucratividade são coisas diferentes e, enquanto o lucro está ligado às vendas, a renda está ligada aos retornos de investimentos feitos por você. Ambos os fatores têm enorme importância no cotidiano organizacional. 

Se precisar de ajuda para qualquer uma das avaliações que sugerimos neste texto, para diferenciar seus lucros e suas rendas e até mesmo para cobrar e receber de clientes, fale com a gente!

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