Ciclo de vida de um produto: o que é, etapas e importância

O ciclo de vida do produto mostra a sua jornada completa, ou seja, seu começo, meio e fim. Conhecer essas particularidades é essencial para quem almeja fazer boas vendas!

Ciclo de vida do produto

O ciclo de vida do produto nada mais é do que um modelo que analisa a jornada desse produto, desde a sua criação até a sua saída de circulação.

Você pode estar se perguntando a razão de precisar conhecer esse caminho, já que terá apenas que vender esse produto, e a resposta é simples: dependendo do momento de vida no qual um produto se encontra, mudam as estratégias de venda a serem traçadas, inclusive os planos de marketing.

Afinal, não é possível atrair clientes para um novo produto com as mesmas estratégias já usadas para outros produtos que estão há mais tempo no mercado, por exemplo. Não pensar no momento de vida do produto na hora de traçar suas metas de vendas pode ser muito prejudicial para o negócio.

E você não quer fracassar, não é mesmo? Por isso é tão importante conhecer o ciclo completo. Então, pode pegar um papel e uma caneta para anotar estas dicas incríveis que preparamos para você.

Quais os estágios do ciclo de vida dos produtos

As fases do ciclo de vida do produto são divididas em cinco: desenvolvimento, introdução, crescimento, maturidade e declínio. Quem conhece cada um desses estágios entende melhor o comportamento do produto e pode ser mais assertivo na hora de vendê-lo, pois fica mais claro quando lançar, ampliar ou retirar o produto do mercado.

Quem criou esse conceito foi um economista alemão chamado Theodore Levitt, que foi radicado nos Estados Unidos e teve uma carreira renomada em Harvard, considerada uma das melhores universidades de negócios do mundo.

Durante suas pesquisas, Levitt descobriu algo que a maioria de nós pode até achar óbvio, mas que não tinha sido literalmente desenhado até então: ele deixou claro que as características de um produto mudam de forma bastante significativa ao longo do seu ciclo de vida. A seguir, entenda como funciona cada uma das fases.

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1.  Produtos em fase de desenvolvimento

O desenvolvimento de um produto é a etapa em que o projeto ainda nem sequer saiu do papel. O criador pode ter uma grande expectativa para que esse produto gere vendas, mas ainda é preciso ajustar a proposta, fazer testes e pesquisas de mercado e até mesmo validar hipóteses, para que só então se desenvolva o produto final.

Um bom exemplo é quando um novo carro é lançado. Antes do lançamento, é preciso que a montadora tenha um projeto consistente e estude como inserir o carro no mercado de forma que ele tenha uma boa aceitação.

Durante o desenvolvimento, o produto não exige preocupação com vendas, mas é preciso pensar na divulgação: como ele será lançado, que tipo de curiosidade pode ser despertada no consumidor e, se for uma inovação de uma linha já conhecida, por exemplo, como isso pode ser apresentado de maneira que chame atenção.

2.  Produtos em fase de introdução

Quando o produto preenche todos os requisitos de desenvolvimento e está pronto para ser lançado, é quando acontece a introdução. Cada vez que um novo produto chega até nós, estamos sendo apresentados a um produto introduzido no mercado, seja em um anúncio de rede social ou na televisão, por exemplo.

Essa também é a fase que mais vai exigir investimentos em marketing, pois o mercado precisa conhecer o seu lançamento desse produto, já que ele precisa chegar ao público-alvo certo e ser suficientemente atrativo para gerar vendas.

Especialmente porque, nesse estágio, pode acontecer (e é até natural) que as contas fiquem no negativo, mesmo com o início das vendas, pois existem custos ligados à produção e distribuição do produto também.

Por isso é bem importante conhecer seu consumidor: para reduzir possíveis prejuízos ao confirmar as vendas.

3.  Produtos em fase de crescimento

Quando o ciclo de vida do produto acontece dentro da normalidade (porque as estratégias adotadas foram assertivas), é esperado chegar à etapa de crescimento. Essa fase acontece quando as vendas são escaláveis e os valores investidos em marketing podem ser mantidos.

Assim, seja para sustentar o padrão de vendas ou ampliar a participação no mercado, nesse estágio é necessário seguir investindo, seja em marketing ou mesmo em ajustes no produto que possam deixá-lo de acordo com as novas necessidades do consumidor. Treinar vendedores, por exemplo, também pode ser um ótimo investimento nessa etapa.

Muitas empresas falham justamente nessa fase, o que leva o produto a ter queda nas vendas antes mesmo de chegar à maturidade.

O mais importante dessa etapa é entender que, se o produto está em crescimento, você deve ter uma estratégia para que ele não caia, ou seja, permaneça crescendo, sem declínio. Conhecer o seu ticket médio, ou seja, o valor médio das suas vendas por períodos, é fundamental nessa fase para conseguir reconhecer quando as vendas estiverem abaixo do normal.

4.  Produtos em fase de maturidade

Nesse estágio, chegamos ao auge do ciclo de vida do produto, no seu potencial máximo de vendas, que é quando elas estabilizam. Aqui, o produto não consegue crescer mais, mas as estratégias devem estar voltadas a evitar grandes recuos.

Uma marca reconhecida por todos, como a Coca-Cola, com certeza investe muito nessa fase. É preciso ter consciência de que marcas não são eternas e estão à mercê dos movimentos do mercado e das mudanças do comportamento do próprio consumidor.

Nada impede que alguma outra marca lance um refrigerante de sabor irresistível que passe a ocupar mais a escolha de quem atualmente prefere Coca-Cola. Para não ter a sua liderança facilmente roubada, é necessário estar sempre visível.

5.  Produtos em fase de declínio

Não temos como saber quando o ciclo de um produto chegará ao seu fim, mas o fato é que todo produto encerrará, em algum momento, o seu ciclo de vida. A empresa precisa estar atenta e definir, por meio de indicadores financeiros, quando chegou a hora de encerrar as vendas e preparar outro item para substituir o produto atual.

Muitas vezes, esse encerramento pode coincidir até mesmo com o fim da própria empresa ou acabar por determiná-lo. Por isso, é preciso monitorar de maneira constante o ciclo de vida do produto, para usar as estratégias certas, atingindo os menores prejuízos possíveis.

Olha só que interessante esta imagem que resume tudo muito bem!

Ciclo de vida de um produto

Ciclo vida produto

Estratégias de marketing para o ciclo de vida do produto

Até aqui, falamos muito que estratégias são necessárias e que o marketing precisa ser pensado para cada fase do ciclo de vida do produto, não é mesmo?

Para ajudar, selecionamos quatro estratégias de marketing das mais praticadas no mercado e que podem inspirar você a tomar boas decisões conforme o estágio no qual seu produto se encontra.

1.  Estratégia para introdução: skimming

O skimming é uma estratégia de marketing que pode ser usada de duas maneiras: rápida ou lenta.

O skimming rápido é quando se introduz no mercado um produto com uma precificação alta e um investimento que também é grande. O objetivo é alcançar um número elevado de pessoas com a divulgação, de forma que elas entendam que vale a pena pagar o valor definido.

Se a estratégia der certo, a margem de lucro também será grande. Essa tática é indicada para quando existe uma forte concorrência no mercado ou para marcas pouco conhecidas.

O que muda no skimming lento é a dimensão dos investimentos para divulgar o produto. A ideia nesse caso é maximizar os lucros, pois o preço do produto também será alto, mas os gastos, menores. Obviamente, a divulgação do produto também chegará a um número menor de pessoas.

A versão lenta dessa técnica é indicada para marcas que se encontram em um mercado com menor concorrência ou para empresas que já estejam estabelecidas na área.

2.  Estratégia para crescimento: branding

Estratégias de branding, que envolvem um cuidado com a identidade visual da empresa, são muito importantes para posicionar e estabelecer um produto no mercado, por isso vêm a calhar na fase de crescimento.

Afinal, é nessa etapa que o produto já tem uma visibilidade significativa e um número bom de consumidores, o que indica que ainda pode crescer mais. Ao cuidar da imagem da marca, ou seja, como o produto é representado para o público, essa tática pode aumentar o tempo do ciclo de vida do produto.

Os clientes fiéis, por exemplo, podem defender a marca e promover ainda mais o produto, por meio de um branding sólido.

3.  Estratégia para maturidade: modificação do produto

No estágio da maturidade, o produto começa a vender menos, pois o mercado pode estar saturado dele ou simplesmente por atingir o auge de vendas. Aqui, é preciso pensar o que pode ser feito com o produto para que ele volte a se destacar no mercado.

A modificação do produto consiste em atualizar funcionalidades já existentes ou desenvolver novas, justamente para criar essa diferenciação exigida pelo momento e prolongar a existência do produto.

4.  Estratégia para declínio: descontinuação

Quando o produto entra em declínio e sabe-se que começa a ficar muito difícil que ele volte a crescer, a descontinuação pode ser uma saída. Pode parecer ser uma estratégia de quem fracassou, mas muitas vezes ela não é: os custos economizados com a evidência do fim do ciclo podem ser o começo do ciclo de um novo produto, quando é possível voltar ao estágio de desenvolvimento e passar por todas as fases novamente.

Agora que você já sabe o que é ciclo de vida do produto, bem como a sua importância, que tal identificar a fase do seu e buscar estratégias que poderão auxiliar na saúde financeira da sua empresa e, por consequência, no sucesso do seu negócio?

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