O que é ativo circulante e não circulante?

O que é ativo circulante e não circulante? Como calcular o ativo circulante? Quais os principais exemplos desses tipos de bens? Onde se encaixam as duplicatas? As respostas para essas e outras perguntas você encontra neste artigo.

Ativo circulante

Como o próprio nome já diz, um ativo circulante de uma empresa é aquele que circula com mais facilidade, que tem mais liquidez. É uma fonte de dinheiro para a organização que pode se caracterizar pelo dinheiro propriamente dito (em caixa ou conta bancária) ou por bens facilmente “transformados” em recursos financeiros, como aplicações a curto prazo, produtos em estoque, matérias-primas, títulos etc.

Existem três diferentes tipos de ativos circulantes: operacional, cíclico e líquido. Falaremos sobre cada um no artigo a seguir e apresentaremos a diferença entre todos eles e os ativos não circulantes, antes chamados de permanentes.

Fique por dentro para acertar ao fazer o seu plano de contas e o balanço patrimonial dos seus negócios!

O que é ativo circulante e não circulante?

Veja em detalhes quais as características dos três diferentes tipos de ativos circulantes: operacionais, cíclicos e líquidos.

1.  Ativos circulantes operacionais

São os bens diretamente relacionados a procedimentos operacionais que acontecem dentro da organização e, consequentemente, de extrema importância para o seu funcionamento. O principal exemplo de ativo circulante operacional são as contas a receber.

2.  Ativos circulantes cíclicos

São gerados a partir das atividades realizadas no dia a dia da empresa e, portanto, influenciam em sua rotina financeira. Entre eles, destaque para mercadorias que fazem parte do giro de estoque, adiantamentos de fornecedores e duplicatas (a depender das condições, sobre as quais falaremos mais adiante).

3.  Ativos circulantes líquidos

São bens conquistados através de investimentos de curto prazo. Vale observar que bens conquistados por investimentos de médio e longo prazo, cujo retorno demora um ano ou mais para acontecer, já não podem ser considerados ativos circulantes, mas sim ativos não circulantes líquidos.

Exemplos de ativos circulantes

  • contas a receber dos clientes (valores referentes às vendas);
  • inventário e estoque (itens disponíveis para venda);
  • dinheiro em conta ou caixa;
  • despesas antecipadas;
  • títulos a receber;
  • juros a receber; e
  • investimentos a curto prazo (FIIs e ações).

Agora, compreenda o que são os ativos não circulantes.

Ativos não circulantes

Justamente por serem “ativos”, os bens não circulantes têm papel igualmente importante para a empresa e sua saúde financeira. Mas, ao contrário dos ativos circulantes, estes têm baixa liquidez e demoram muito mais tempo para serem transformados em algum tipo de rendimento ou entrada em caixa.

Exemplos de ativos não circulantes

São exemplos desse grupo:

  • carros e imóveis; 
  • equipamentos e componentes da infraestrutura da empresa; 
  • empréstimos a receber depois de um ano ou mais; e
  • investimentos a médio e longo prazo. 

Esse último item pode definir bem um ativo não circulante. Ativos intangíveis, como o valor da marca e propriedade intelectual, também são considerados não circulantes.

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As diferenças entre ativos circulantes e não circulantes

A seguir, criamos uma tabela de diferenças entre ativo circulante e não circulante.

  Ativo circulante Ativo não circulante
Liquidez e possibilidade de transformar o ativo em dinheiro

Maior liquidez

Pode ser transformado em dinheiro a curto prazo

Menor liquidez

Transformação a médio ou longo prazo

Uso para pagamento de passivos circulantes

(dívidas e obrigações que devem ser quitadas em menos de um ano)

Sim Não

Uso para pagamento de passivos não circulantes

(empréstimos, financiamentos e outros cujo prazo para quitação é mais longo)

Não Sim

Duplicatas a receber são ativos circulante ou não circulante?

Duplicatas a receber podem ser tanto ativos circulantes como não circulantes, pelo simples fato de que algumas duplicatas são pagas em um período bem menor do que 12 meses e, assim, têm maior liquidez e podem ser consideradas circulantes cíclicos. Aquelas pagas em 12 meses ou mais são, por definição, não circulantes.

Ativos circulantes = “entram” para a empresa em 12 meses ou menos
  Ativos não circulantes = somente são transformados em recursos depois de 12 meses ou mais

Além de conhecer cada um dos ativos da sua organização, é fundamental que você saiba calculá-los e apresentá-los ao Fisco para evitar complicações legais e tributárias, desenvolver uma melhor estratégia financeira, entre outras razões.

Como calcular o ativo circulante?

O cálculo do ativo circulante é uma somatória de bens disponíveis de imediato ou a curto prazo dentro da organização, como mostra o exemplo abaixo.

Dinheiro em caixa + dinheiro disponível para resgate em conta corrente + valores que podem ser retirados de aplicações financeiras de curto prazo + depósitos à vista + contas a receber + títulos a receber + provisão de créditos + adiantamento de fornecedores + estoque

Tudo isso representa o ativo circulante de cada empresa. Então, ativo é a mesma coisa que patrimônio líquido quando falamos sobre gestão financeira.

Por que calcular o ativo circulante?

Entre as razões para o cálculo adequado de ativos circulantes de uma organização, destacam-se a declaração correta do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ); adequação às leis; um melhor gerenciamento do fluxo de caixa e a execução de balanço patrimonial para análise da saúde financeira da empresa; além de propiciar tomadas de decisão mais assertivas e até mesmo investimentos mais certeiros.

Veja abaixo mais detalhadamente cada um desses pontos mencionados.

1.  Para declarar o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)

O cálculo do IRPJ é feito com base no faturamento da organização e são justamente os ativos circulantes que representam esse faturamento. A partir deles, gestores sabem quais impostos devem pagar.

2.  Para adequar a empresa à legislação

Sem o pagamento correto de impostos (calculados com base nos ativos circulantes) e sem a declaração de IRPJ feita adequadamente, em paralelo a todos os outros processos financeiros, uma empresa deixa de estar adequada às exigências do governo e pode receber multas ou sofrer punições sérias.

3.  Para avaliar a saúde financeira da organização

É a partir dos ativos circulantes e de todos os outros que um gestor consegue avaliar de forma geral como anda a situação financeira do seu negócio. 

Relatórios de fluxo e fechamento de caixa, previsões e outros documentos elaborados pelo departamento financeiro a partir do registro de ativos e de contas a pagar dão aos responsáveis por uma empresa um panorama de como as coisas caminham no presente e uma expectativa do futuro também.

4.  Para fazer melhores investimentos

A partir do balanço patrimonial, fica mais fácil até mesmo definir quais serão os próximos investimentos a serem feitos dentro da empresa ou em nome dela. Análises de relatórios gerenciais e acompanhamento da saúde financeira permitem investimentos mais precisos e seguros, com certeza!

Tendo em mãos o seu cálculo de ativos circulantes e providenciando também a métrica de passivos circulantes da sua organização, você conseguirá encontrar o Capital Circulante Líquido (CCL) dos negócios.

CCL = ativo circulante ÷ passivo circulante

Um capital circulante líquido positivo mostra que a empresa honra com compromissos a curto prazo e pode ser ótimo indicativo de que ela tende a crescer. Em contrapartida, o CCL negativo é sinal de preocupação em relação à liquidez do empreendimento.

Em resumo, ativos circulantes precisam superar os passivos circulantes, já que isso mostra que há mais faturamento do que despesas. E então, como andam as coisas na sua empresa? Compartilhe com a gente!

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